A corrosão por processos eletroquímicos se manifesta através de um cenário propício a situação de haver um Anodo de Sacrifício e um Catodo mencionados na Aula 10, onde existe um fluxo de elétrons e/ou de íons transitando em um meio eletrolítico ,  que levam a perda e desgaste da massa do eletrodo eleito como Anodo, resultando na sua destruição.  O mecanismo é sempre idêntico tanto em Folha-de-Flandres bimetálico, quanto em Alumínio multimetálico com todas as suas ligas . No geral chamamos genericamente a este processo de perda de elétrons, com fluxo iônico Anodo→Catodo ,  de Corrosão Galvânica ou Eletro-Química.

 

Formas de corrosão:

É possível caracterizar também a Corrosão de acordo com a sua forma , da aparência do desgaste da matriz atômica do metal , de sua geometria de ataque , penetração e difusão , e de como ela se propaga em relação ao tempo.

Corrosão por placas ou esfoliação;

É a forma em que os óxidos , produtos da reação de corrosão formam-se em placas que progressivamente se desprendem da superfície do material de embalagem.

Não é comum em metais que formam em princípio películas protetoras resistentes como o Alumínio e também o Estanho .

É uma corrosão recorrente em metais como o Ferro ,  cujos óxidos ao ganharem corpo pelo aumento do volume do produto de corrosão acabam por permitir a permeação do oxidante , se fraturando por perder a ancoragem e aderência e se desprendem, expondo novamente a superfície do metal , a novo e gradual ataque. Tais placas contaminam os graneis de Aerossóis que não possuem tais óxidos em sua formulação oficial e podem causar entupimentos nas válvulas, além de com o passar do tempo a embalagem premida perder a resistência e por fadiga não mais suportar a pressão interna , até se romper. Aí vaza.

Corrosão Alveolar;

Esta forma de corrosão ocorre quando a perda de átomos da matriz atômica do metal, acaba escavando a superfície de forma mais pontual por pites ,  sem o desprendimento de placas, formando alvéolos ou cavidades parecendo com“ Crateras”. Foto de microscópio eletrônico por varredura de raioX, gentilmente cedida a nós pela Cerviflan + CSN.

Corrosão por pite

Geometricamente é aquela em que sua profundidade da cavidade é maior do que o seu diâmetro.

Corrosão por Empolamento;

Descrita de forma sistemática por M.L.Cailletet em 1868, W.H.Johnson em 1875 e por D.H.Hughes em 1880, se manifesta quando um hidrogênio atômico oriundo de alguma reação como hidrólise ou gerado a partir de agua-livre , penetra no metal e se difunde através de suas descontinuidades transformando-se em Hidrogênio Molecular H2 , que através de sua pressão , origina desprendimento da camada de verniz do tubo ou lata de Aerossol , com formação de Bolhas & Erupções.

Não confundir com outro fenômeno que é a penetração de gás propelente por debaixo do verniz que também provoca um efeito parecido com o Empolamento, ou melhor Bolhas.

Embora o mecanismo  deste tipo de corrosão filiforme , não seja totalmente conhecido, atribui-se o fenômeno a um pequeno dano (pontual) no revestimento ou verniz , para que se inicie na presença de íons de Ferro (Fe2+) provenientes da dissolução anódica do Ferro que ficam localizados numa das extremidades do filete e que acabam por se difundir por baixo do verniz (também conhecida como corrosão sub-pelicular) , na direção de algum ponto atrativo de um catodo potencial e que curiosamente , quando encontra algum obstáculo , apresenta deflexões no mesmo ângulo daquele de incidência , produzindo visualmente traçados de Arte Abstrata ou de Fractais.

Corrosão Filiforme;  Como já foi descrito na aula 7, ela se manifesta pronunciadamente em superfícies metálicas  revestidas com materiais orgânicos do tipo resinas e vernizes ou mesmo rótulos , onde pontos nas bordas vão se propagando em forma de filetes até se encontrarem entre sí formando figuras maiores .

Embora o mecanismo  deste tipo de corrosão filiforme , não seja totalmente conhecido, atribui-se o fenômeno a um pequeno dano (pontual) no revestimento ou verniz , para que se inicie na presença de íons de Ferro (Fe2+) provenientes da dissolução anódica do Ferro que ficam localizados numa das extremidades do filete e que acabam por se difundir por baixo do verniz (também conhecida como corrosão sub-pelicular) , na direção de algum ponto atrativo de um catodo potencial e que curiosamente , quando encontra algum obstáculo , apresenta deflexões no mesmo ângulo daquele de incidência , produzindo visualmente traçados de Arte Abstrata ou de Fractais.

Quando encontra finalmente um catodo , estes reagem com íons de hidroxila formando Hidróxido de Ferro que é verde. O Hidróxido de Ferro [Fe(OH)2] por sua vez, absorve oxigênio do Ar que acaba se convertendo em Óxido de Ferro (Fe2O3), cuja cor conhecida é aquele vermelho-alaranjado de ferrugem, ou seja, houveram condições favoráveis no ambiente , com  disponibilidade de Agua e Oxigênio do meio externo , para a reação se propagar difundindo os mesmos através do verniz , até serem absorvidos pelo eletrólito latente e iniciar o processo de Corrosão Filiforme.

 

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